Conto de Março – Chuva de Dezembro

Quase fim de mês. Já é mais que gora de trabalhar, não acha?

Pois foi esse o resumo do mês de Março. Ainda na luta de manter o HÁBITO de escrever diariamente, falhei copiosamente esse mês e apenas nesse finalzinho que me propus a produzir algo.

Trata-se uma história inspirada em fatos vividos. Há tempos venho pensando em desenvolver essa ideia e dessa vez só veio a calhar que as condições me levassem a esse enredo pré-feito de mundo nada perfeito.

PROGRESSOS? São esses:

INSPIRADO EM: Episódio vivido pelo próprio narrador e autor.

CONTO: Chuva de Dezembro

PALAVRAS: 1241

STATUS: Revisão permanente.

SINOPSE:

Ainda perdido pelo término do relacionamento decide precipitadamente viajar para esquecer dos problema e colocar a cabeça no lugar. Percebe a burrada que fez, apenas depois de chegar ao destino, se esforça em voltar para os braços da amada, mas é véspera de Reveillon, tudo parece conspirar para um sucesso, quando…

Desafio proposto. 12 meses / 12 contos. Sara Farinha

Conto de Fevereiro – Adeus ‘amigo’

Fevereiro, mês com 28 dias apenas. Tive medo de não ser suficiente para conseguir. Mas cá está. Desafio 12 meses / 12 contos.

Essa era uma ideia antiga, de ‘incrementar’ um micro conto meu de 2010, Adeus “amigo”, me rendeu menção honrosa no concurso de contos e micro contos do Fio de Ariadne (o blog) e alguns elogios. Porém ainda era curto e eu sentia que podia trabalhar melhor, pois foi o que fiz esse mês.

Ainda ficou uma sensação de ‘quero mais’, mas por hora foi no  mínimo um excelente exercício.

Adeus ‘amigo’ conta a história de um sujeito que viciou em ler cartas de pessoas que nunca vira na vida, de sentir-se parte daquelas histórias. Porém, paga o preço do excesso em um acidente doméstico.

A ideia e ressuscitar mais uma vez esse conto ainda esse ano. Veremos.

Vamos aos progressos:

INSPIRADO EM: Conto antigo. Adeus ‘amigo’ é um dos meus melhores amigos.rs Sim é isso.

CONTO: ADEUS ‘AMIGO’

PALAVRAS: 1490

STATUS: Revisão permanente.

SINOPSE:

Adeus ‘amigo’ conta a história de um sujeito que viciou em ler cartas de pessoas que nunca vira na vida, de sentir-se parte daquelas histórias. Porém, paga o preço do excesso em um acidente doméstico.

Desafio proposto. 12 meses / 12 contos. Sara Farinha

Ao pé da cama – Rafael Ribeiro

post-pedacama

E hoje ao acordar, lembrei o de ontem.
Arrependimento matou.
“Bom dia minha querida! Amo você!”
Melhor dizer antes do fim.

Quarto adentro.
Paro, pé da cama olho acima e a vejo
Relaxo e papo solto, sento.

Deitada feito musa.
Admiro, cubro de edredom os pés
Ainda há frio no chão, blusa.

No chão toco o disco.
Ouço Elis chamar ao delírio
Sussurro letras entre perguntas, canto.

Segreda respostas suas.
Presto atenção, o cochicho entrega
Cochila entre cantos, flutua.

Viro ao lado B.
Viagem, longe a falar de nada
Soletro e repito querer.

Declaro-me, queimando qual pavio.
Suave, leves e verdadeiras
Sorrio. Já é do profundo, dormiu.

Ah se o arrependimento matasse.
Tinha ido, dessa não passava
Sabia que sentia, não disse.

Rafael Ribeiro

Conto de Janeiro – Turma das 13

turma das 13

Enfim terminado o conto do mês de Janeiro. Faltando apenas um dia para o final do mês.

Até ontem à noite o conto de Janeiro seria outro, um que me dediquei durante todo o mês para sair dos primeiros parágrafos. Mas hoje pela manhã, lembrando-se de uma história contada pela minha tia sobre céu e inferno, lembrei já ter algo sobre isso, juntei as ideias e saiu esse.

Sinto-me aliviado em conseguir cumprir o desafio de Janeiro, não foi um mês muito fácil. Espero conseguir me organizar e terminar o de fevereiro em tempo. Quem sabe o que seria desse mês não pinta mês que vem?rs

Bom, vamos aos progressos:

INSPIRADO EM: Uma história sobre teorias de céu e inferno, contada pela minha tia quanto eu tinha uns 8 anos de idade.

CONTO: ‘Turma das 13’

PALAVRAS: 1900

STATUS: Revisão permanente. Porém, postado em https://www.smashwords.com/books/view/280515

SINOPSE:

Johny acorda assustado em uma sala branca, cercado por pessoas que nunca vira na vida, deitado sobre a mesa em que todos parecem esperar por um banquete, assusta-se e pergunta aos dois homens que viam o último convidado. Sentado em seu lugar a mesa, percebe que todos fazem parte de um grande julgamento. O bem contra o mau. “A fome do egoísmo insiste vencer a sede por carinho.”

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Desafio proposto. 12 meses / 12 contos. Sara Farinha

2013 – O que tem pra esse ano?

2013 já começou. Foram-se dias e dias de muita leitura e crescimento pessoal.

Ainda em tempo de avaliar os acertos de 2012 e traçar as metas para 2013. Esse novo ano espero alcançar alguns objetivos subjetivos, alcançar bem estar e satisfação com tudo que fizer, para isso, a escrita e o blog tem papel superimportante.

Desafios 2013 – ESCRITA

12 meses / 12 contos

Desafio lançado pelo blog sarafarinha.wordpress.com, consiste em desenvolver um conto para mês do ano, não há predefinição de temas, o autor é livre para decidir rumos, personagens e estilo do conto, há apenas a restrição de tamanho de no mínimo 1000 palavras e máximo 10000.

Sempre gostei de contos, tanto ler como escreve-los, pois então, nada melhor que um desafio desses.

Bora lá!

Contos de cantos

Em 2012 estreei essa categoria com o conto “Moça do sapato vermelho”, inspirado na música homônima da banda Mão de Oito.

O projeto consiste em escrever contos (micro-contos) inspirados nas letras e melodias de determinadas músicas, tentar passar o que a música transmitiu através de curtas histórias. Processo trabalhoso, porém extremamente gratificante, pelo menos para um amante da música e escrita, como eu.

**Esse projeto não terá nenhuma ligação com o anterior (12 contos / 12 meses). Apesar de ambos tratarem de contos.

Ahh poemas

Nenhum escritor consegue viver distante de poemas, ninguém pode passar muito tempo sem ler uma boa poesia.

Com essa ideia, compartilharei algumas criações desse mundo de rimas, com e sem métricas que insiste em pegar-me forte, puxando pelas pernas.

Dicas de escrita

Com a leitura e descobrimento de mais e mais técnicas de escrita, vou compartilhando, tanto para repassar o pouco conhecimento, quanto para prática desses métodos.

Será um ano de muito aprendizado.

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Com pouco mais de dois meses, um recém-nascido no mundo virtual. Esse ano pretendo com esses projetos e outros muitos posts atingir mais pessoas, disseminar e proliferar o Sou Rascunho pelo mundo a fora.

Ps: Não coloquei como meta ou projeto, mas quem sabe ao fim do ano não esteja pronto para meu primeiro NaNoWriMo, caso sim, conto-lhes como funciono e o que farei.

2013, SUCESSO!

Pra Nunca Mais Voltar – Curumin

Coragem! Só ande por andar, sonhando sem acordar.

Já se passam das 4 horas da madrugada, tentei recitar poemas antigos, escrever novos e canto sem cessar, tudo em busca da antiga alegria que as rimas me traziam. Palavras, juraram nunca me abandonar, prometemos eterna compaixão, hoje as sinto distantes, nada que me apresentem parece novo, a maldita rotina nos atacou com força, um elo desse casamento se rompeu e não suporto mais imaginar uma vida tão insignificante.

Está decidido! Eu vou, vocês ficam, livres para seduzirem outro qualquer.

Esse sofá me abraçou e não larga desde que decidi levantar. Olhos fecham e ficam por minutos eternos, desenho o trajeto em linha reta até a janela. Quinze passos serão suficientes para chegar ao parapeito e flutuar feito balão de gás, decolar qual avião. Retirei do caminho os vasos com bonsais que coleciono, resta um caminho de uma mini floresta, paredes de um branco limpo, chão com folhas soltas e o corredor preparado, não tenho mais par onde fugir. Irei, pra nunca mais voltar.

De pé, vou sentindo meu peso no chão. Percebo cada músculo do corpo se contrair para voltar ao sofá, dedos das mãos estão cerrados com força, marcam a corrente sanguínea na palma, a jugular pulsa com força, pés descalços sentem o frio do piso. E esse vento que não para de soprar pela janela, esvoaçando a cortina como um fantasma, quase me expulsando de sua direção. Mais uma vez olhos fechados, serei pássaro, avião, fumaça de vulcão, galáxia, constelação, uma pluma.

Passo a frente, folhas pisadas e uma cópia da carta pendurada em cada miniatura de arvore que mantinha no apartamento, todos teriam suas cópias sem necessidade de redigir novamente ou tirar cópias, tomei o cuidado de guarda algumas em uma gaveta, além de deixar outras dobradas nos bolsos.

Caminhado todo o percurso, sem percalços maiores que a própria consciência que já quase tomava conta da situação, fazendo voltar ao sofá. Só resta o último impulso, vou cair. Olho para trás, sinto saudade do velho sofá, parece solitário, jamais terá outro alguém tão dedicado quanto fui, com certeza logo cairá em uma depressão profunda, só dou o passo a frente por ter a certeza que em poucos dias, ele também não suportará mais, quem lerá trechos tristes de músicas alegres?

Até breve, amigo.

Vou andando só por andar.

Sonhando sem acordar.

Pra nunca mais voltar

Obrigado.

O Bule: Literatura não vende

retirado na íntegra de http://www.o-bule.com/2010/12/literatura-nao-vende.html
Por Rogers Silva

Numa entrevista d’O BULE, realizada com a escritora Ana Paula Maia, fiz-lhe (e ao leitor) os seguintes questionamentos: Todo aspirante a escritor quer publicar e vender, se não muito, pelo menos um número razoável de exemplares. Mas, paradoxalmente, percebo que pouquíssimos aspirantes a escritor ou escritores iniciantes valorizam os seus pares (outros aspirantes, ou iniciantes, ou escritores desconhecidos). Literatura não vende porque nem os próprios indivíduos que sonham em viver dela compram livros. Embora triste, essa é a realidade. Para você, como conscientizar, primeiramente, os próprios literatos que literatura é mais do que a própria literatura? Acha que é possível dissuadir um indivíduo de comprar um celular de R$ 1.000,00 e instigá-lo a comprar 15 livros e um celular de apenas R$ 500,00?

São muitas as questões, ora afirmações, ora interrogações, mas elas podem ser resumidas assim:
  • Poucos aspirantes a escritor valorizam os seus pares.
  • Literatura não vende porque os aspirantes a escritor não compram livros.
  • Como conscientizar os escritores de que literatura é mais do que a própria literatura.
  • Como dissuadir alguém de comprar menos coisas supérfluas para – também – comprar livros.

Aqui serão focados apenas os três primeiros tópicos. Em relação ao primeiro tópico, a verdade – a meu ver – é clara como a água. O segundo tópico é conseqüência direta do primeiro (ou conseqüência da falta de leitura. Sim, há escritores que não lêem, por incrível que pareça). O terceiro – que guiará este texto – é um questionamento às práticas dosmeliantes.

Aparecem a todo momento centenas de escritores afoitos por terem seu talento reconhecido. Querer ser reconhecido por seu talento, por sua competência não é – nem deveria ser encarado como – pecado. No entanto, numa cultura nada meritocrática como a brasileira, querer possuir, querer ganhar, querer enfim, é visto com certa desconfiança. Se aliados ao querer, houver talento, inteligência e competência, ihhhh, o indivíduo corre o risco de ser crucificado, inclusive. Neste país, a forma mais fácil de se conseguir qualquer coisa, qualquer posto, é a bajulação, as relações pessoais, a intimidade, a troca de favores. Não encare isso como uma crítica. É a nossa realidade. É a nossa cultura.

No meio literário – microcosmo de uma cultura e sob sua influência –, esse tipo de relação é comum. Ok, nada mais justo do que ajudar quem te ajuda. Nada mais justo do que divulgar quem te divulga. Mas até quando funcionaremos apenas assim, na base do troca-troca? Quando faremos algo espontaneamente, pelo puro prazer de ajudar quem de fato merece? Um meio que sempre funciona dessa forma, na base do troca-troca, está dando um tiro no pé.

Reclamar que o seu talento (texto) não é reconhecido quando você nunca faz questão de: reconhecer o talento alheio; comentar – de forma sincera – os textos alheios; divulgar – sem pedir nada em troca – a arte alheia (mesmo que esse alheio seja desconhecido); comprar livros de autores iniciantes etc. – é reclamar sem razão. Essa prática é um ciclo vicioso. E pernicioso. Se todos resolvessem apenas se preocupar com o próprio umbigo, digo, com sua própria literatura, teríamos oferta mas não teríamos procura. Imagine mil livros publicados para apenas dez leitores. Essa é lógica do mercado – se não há consumidores, não há razão para a oferta do produto. Se poucos são os consumidores de livros, então nada mais lógico do que ser pequeno o número de exemplares impressos.

O BULE, no dia 28 de abril, publicou o texto Evangelismo literário, de Homero Gomes, o primeiro da série Malagueta. Nele, incitamos todos, leitores, amantes, críticos e escritores, a praticarem o conhecidíssimo boca-a-boca, “que precisa efetivamente fazer parte das práticas de divulgação da arte literária”. Essa estratégia, como diz o texto, tem tudo a ver com a figura daquele leitor (que muitas vezes é escritor também) que não é passivo diante da mensagem. Ou seja, ele – leitor ativo – pode também, por vontade própria, contribuir para que a mensagem de um escritor específico seja conhecida por mais pessoas. Para tal, a internet – e seus Facebook, e-mail, Orkut, Twitter etc. – é um meio extremamente eficaz. Enviamos e aceitamos e-mails de correntes idiotas, mas não enviamos nem aceitamos e-mails sobre Literatura.

O BULE, desde sempre, se propôs a divulgar a Literatura, e não somente a literatura dos colunistas. Possíveis colaboradores são bem-vindos (mais de 50 já publicaram seus textos aqui. Infelizmente muitos talentosos não foram publicados por falta de espaço no cronograma). Outros 23 tiveram seus livros divulgados e sorteados (outros 5 estão na lista). Alguns, mais renomados, foram entrevistados e tiveram suas idéias e sua literatura propagadas. Por outro lado, O BULE recebe muito mais textos para serem publicados (o que nos deixa muitíssimos felizes) do que recebe comentários nas postagens (o que deixa alguns tristes, sobretudo os mais sensíveis). Isso explica a teoria de que o escritor hoje em dia está tão-somente preocupado com sua própria literatura?

A par dessa realidade, lançamos aqui a campanha Evangelismo literário, que não é nova nem original, mas que no meio literário é fraca – de cada qual ajudar a divulgar o talento do outro. Como disse Homero Gomes em seu texto de estréia da série Malagueta, “o leitor, assim, após ‘acreditar na mensagem’ e de aprovar o texto como verdade, repassa aos seus contatos, espalhando a boa-nova do escritor, em um boca-a-boca virtual que poderá se reproduzir em progressão geométrica”.

A campanha continua – caso pretenda se juntar ao exército de evangelistas literários, comece agora mesmo a difundir textos que lê e dos quais gosta. Não se acanhe em comentar textos que te incomodem, positiva ou negativamente. Caso tenha gostado de algum texto d’O BULE, promova, divulga, espalhe. Os colunistas d’O BULE agradecem e, como adeptos dessa idéia, continuarão divulgando textos literários, seja o autor participante ou não d’O BULE. Fique à vontade de enviar, para nós (coisaprobule@yahoo.com.br), sugestão de postagem (textos, releases, eventos, lançamentos etc.), o que nem sempre divulgaremos aqui mas que podemos divulgar no nosso Twitter ou Facebook.

A Literatura só fisgará outros leitores, desconhecedores dessa arte, se primeiramente os seus amantes começarem a propagá-la. A Literatura só passará a vender a partir do momento em que os seus amantes (leitores, críticos, escritores, professores) começarem a valorizá-la, e valorizá-la significa inclusive pagar um preço por tê-la para o seu entretenimento e prazer, seja ele qual for.